BIRD DIFICULTA EMPRÉSTIMO PARA O SETOR ELÉTRICO

A reformulação do programa nuclear brasileiro, anunciada recentemente pelo governo, está dificultando a liberação de empréstimos do BIRD (Banco Mundial), no valor de US$1,2 bilhão, que seriam destinados ao setor elétrico do país. A afirmação foi feita ontem, no Rio de Janeiro, pelo presidente de FURNAS, João Camilo Penna. O financiamento suspenso pelo BIRD está subdividido em US$500 milhões do próprio banco, US$500 milhões de recursos japoneses repassados ao BIRD e US$200 milhões de bancos comerciais. O presidente da ELETROBRÁS, Mario Behring, disse, em Washington (EUA), que o BIRD adiou para novembro a liberação da primeira parcela de US$500 milhões para o setor. A liberação estava prevista para outubro. O atraso deve-se à nova análise que os técnicos do BIRD farão em cima da incorporação pela ELETROBRÁS do programa nuclear brasileiro (FSP) (GM).