Dezenas de funcionários desnecessários do governo brasileiro estão se mantendo no exterior através de vários artifícios, embora tivessem de retornar ao Brasil, de acordo com a Lei de Reforma do Itamaraty, aprovada em 1986. Em muitos casos graças à proteção de "padrinhos" de todos os tipos. Cerca de 150 oficiais de chancelaria trabalham em embaixadas e consulados, com salários de US$2,5 mil (cerca de Cz$800 mil) a US$3,3 mil (Cz$1,05 milhão). A Administração de Pessoal do Itamaraty está convencida de que dois terços desses funcionários são dispensáveis, mas até agora não conseguiu cumprir a lei por causa das muitas pressões internas e externas. Pela reforma decretada em 1986, nenhum funcionário pode permanecer no exterior mais de quatro anos (O Globo).