Com a categoria dividida, parte dos bancários decidiu entrar em greve a partir de zero hora de hoje em assembléias realizadas ontem. Em São Paulo, a decisão de paralisação por tempo indeterminado foi tomada pelos bancários privados, pelos da CEF (Caixa Econômica Federal) e do BANESPA (Banco do Estado de São Paulo). Os funcionários do Banco do Brasil rejeitaram a greve. No Rio de Janeiro, os funcionários do BB decidiram parar por 24 horas e os dos bancos privados por tempo indeterminado. Em Brasília, a CEF também pára por tempo indeterminado, enquanto os funcionários do BB e dos bancos privados rejeitaram a greve. Em Belo Horizonte (MG), o BB pára por duas horas, e os bancos privados, estaduais e a CEF, param por tempo indeterminado. Em Porto Alegre (RS), a CEF e os bancos privados param por tempo indeterminado, enquanto o BB ainda não havia decidido se adere ou não ao movimento. Em Curitiva (PR), só pára a CEF por tempo indeterminado. A reivindicação dos bancários é de 102% de reajuste salarial, sendo 15% de produtividade, e piso salarial inicial de Cz$90 mil. A FENABAN (Federação Nacional dos Bancos) ofereceu 63,27% para quem ganha piso de 53,33% para os outros cargos. Na proposta da FENABAN, a produtividade é de 15% para quem ganha piso e 8% para os outros cargos (FSP) (GM).