As lideranças rurais são a favor de uma reformulação e modernização no
17091 imposto de renda da agricultura, mas impõem duas condições que são
17091 fundamentais: primeiro, que não seja aumentada a carga tributária bruta
17091 sobre o setor, que já paga uma série de impostos, como Funrural, ICM e
17091 cotas de contribuição; segundo, que o sistema de tributação seja tal que
17091 só pague imposto aquele que de fato tenha renda. As condições foram divulgadas ontem, no Rio de Janeiro, pelo presidente da SRB (Sociedade Rural Brasileira), Flávio Teles de Menezes, que, além de assessor especial do ministro da Indústria e do Comércio, Roberto Cardoso Alves, é membro da comissão consultiva do CDI (Conselho de Desenvolvimento Industrial), onde representa os interesses do setor agroindustrial na nova política industrial. Ele defendeu a necessidade de introdução de um cálculo de tributação com base no verdadeiro lucro do setor. Esse cálculo, em seu entender, deve incluir benefícios para depreciações e excluir lucros inflacionários (GM).