O 3o. Congresso Nacional da CUT (Central Única dos Trabalhadores) foi encerrado ontem, em Belo Horizonte (MG), com a eleição da executiva nacional da entidade, que elegeu Jair Meneghelli para o seu terceiro mandato consecutivo. Três chapas disputaram os cargos da executiva nacional, composta por 15 membros e mais 68 cargos de diretoria. A "Chapa Dois", composta pela atual situação garantiu 60% da direção da entidade. A chapa vitoriosa, representada pelo grupo "articulação", que tem como principais líderes Jair Meneghelli e o deputado federal Luís Inácio Lula da Silva (PT/SP), conseguiu o voto de 3.557 dos 5.695 delegados dos sindicatos que participaram da eleição. Os delegados decidiram que o mandato da atual diretoria será de três anos e não dois como determinava o estatuto anterior. O número de delegados que participarão dos próximos congressos será proporcional ao número de sindicalizados de cada entidade, e não mais pelo número de trabalhadores na base territorial. Os sindicalistas decidiram, também, denunciar o caráter conservador da nova Constituição, e o retroceso que ela representa em relação à reforma agrária. Mas, deixarão aos partidos políticos a decisão de os constituintes ligados à Central assinarem ou não o texto constitucional. Também em relação à conjuntura nacional, a plenária aprovou posição contrária à participação da CUT no pacto social, e a necessidade de conscientização, pela Central, dos trabalhadores e da população em geral, para que elejam candidatos ligados às causas populares, nas eleições municipais de 15 de novembro próximo. Em relação ao plano de lutas da CUT, ficou decidido que a Central defenderá a instituição de uma data-base para a concessão de um aumento salarial mínimo a todos os trabalhadores brasileiros. Cada categoria poderá pleitear aumento superior a este mínimo, em suas datas-base isoladas (FSP) (JB).