As multinacionais não estão de mal com o Brasil. "É certo que seus executivos não gostaram da nova Constituição". "Mas não é verdade, como se acreditou nos momentos mais tensos do segundo turno de votação da nova Carta, que o capital estrangeiro tenha perdido o interesse em investir no Brasil". "Não conheço uma única empresa americana que, a longo prazo, não confie bastante no Brasil". As afirmações são do presidente da Câmara de Comércio Brasil-EUA, Christopher Lund. "As restrições impostas ao capital estrangeiro foram uma pisada na bola, mas acredito que a necessidade de colocar o Brasil no rol das economias modernas vai derrubar essas coisas", disse, por sua vez, o diretor-presidente da Rhodia no Brasil, José Carlos Villaça. "Entendemos que o processo político é dinâmico e não se encerra com a costura da nova Constituição", explica Rolf Loechner, presidente da Bayer do Brasil e da Câmara do Comércio e Indústria Brasil-Alemanha. Ele lembra que agora terão início os trabalhos de elaboração da legislação complementar, e que eles conduzirão, no prazo de cinco anos, à revisão do texto constitucional. Até lá, somente os pregadores das catástrofes temerão pelo futuro do
17072 país, afirmou ele (JB).