VATICANO QUER DIMINUIR INFLUÊNCIA DE PROGRESSISTAS DA CNBB

Uma mudança radical na linha "progressista" da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), através de uma série de medidas de caráter restaurador, é o principal objetivo do "Plano 1992", já em fase de execução por iniciativa de setores conservadores da Cúria Romana. Na opinião de um bispo brasileiro (que não quis ser identificado), o plano pretende "quebrar a espinha dorsal" da CNBB. A CNBB é a maior conferência episcopal católica do Terceiro Mundo (possui cerca de 380 bispos) e a terceira maior do mundo, após as conferências da Itália e dos EUA. A existência do "Plano 1992" foi debatida em Brasília, nos dias 30 e 31 de agosto último, na reunião do Conselho do Movimento Nacional de Defesa dos Direitos Humanos. Segundo as informações, a principal iniciativa do "Plano 1992" seria a progressiva mudança no quadro dos cardeais, arcebispos e bispos brasileiros, através de uma política de nomeação de prelados conservadores para substituir bispos "progressistas" e de transferências episcopais em arquidioceses e dioceses mais estratégicas (FSP).