Terminou ontem a greve dos professores da rede estadual de ensino do Rio de Janeiro. A paralisação durou 89 dias e afetou cerca de 4 mil escolas, 1,3 milhão de alunos e 34 mil profissionais de ensino. As aulas recomeçam no próximo dia 13. Os professores não foram atendidos em algumas de suas reivindicações básicas. Eles queriam indexador de salário vinculado ao ICV (Índice de Custo de Vida); reparação das perdas salariais, que até julho correspondiam a 214%; plano de carreira para o pessoal de apoio; triênio para os aposentados; melhor qualidade de ensino; nova data-base; e revisão das punições. Com a volta às aulas, será criada uma comissão paritária e os professores, ainda sem indexador, têm como única garantia a carta de intenções redigida pelo secretário de Educação, Raphael de Almeida Magalhães, na qual ele promete formalizar a comissão para examinar a estrutura salarial do estado, tentando assegurar o piso de 5,1 salários-referência, a partir de janeiro de 1989, para o magistério, além de novo piso para o pessoal de apoio. Os professores marcaram assembléia para o próximo dia oito de outubro, quando avaliarão a suspensão da greve (JB).