O Brasil está encaminhando com a Colômbia, Peru e Bolívia um projeto pioneiro para o desenvolvimento conjunto das áreas de fronteira, de modo a combater o garimpo desordenado, o contrabando e o tráfico de drogas. Pelo projeto, que está sendo implantado inicialmente na área amazônica, as fronteiras passarão a ser vistas mais como traço de união do que como linha divisória. O plano é transformar as cidades fronteiriças em pequenos pólos de desenvolvimento organizado, uma espécie de mini mercados comuns. No Brasil, o projeto está nas mãos do Itamaraty e do Ministério do Interior, e tem apoio de organismos internacionais. Até janeiro de 1989, a OEA (Organização dos Estados Americanos) deverá publicar um estudo minucioso e mapas sobre um trecho da fronteira Brasil-Colômbia. Além do levantamento geográfico, o estudo levantará a situação ecológica e fundiária da região, as aldeias indígenas e outros dados até agora desconhecidos como a capacidade artesanal e industrial. Será a primeira etapa do Plano Modelo de Desenvolvimento Integrado das Comunidades Vizinhas ao Eixo Tabatinga-Apaporis, iniciado com a Colômbia em julho do ano passado (JB).