Após quase 20 meses da convocação da Assembléia Nacional Constituinte, viagens, entrevistas, publicações e "lobbies", a direção da FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) começou a fazer as contas das perdas e danos do que foi aprovado no texto definitivo da nova Carta. Entre as maiores perdas, a entidade contabiliza a aprovação do direito irrestrito de greve e a "discriminação" do capital estrangeiro. Mas alinha o princípio geral em favor da livre iniciativa, a proibição de o Estado constituir empresas sem ouvir o Poder Legislativo, a nova política tributária e a supressão da palavra "máxima" para as jornadas de seis horas de trabalho nos turnos ininterruptos. Um dos principais articuladores da FIESP, Ruy Altenfelder, disse que a entidade prepara-se, agora, para a maratona da elaboração da legislação complementar, as constituições estaduais e as leis orgânicas dos municípios (JB).