A Casa do Hemofílico do Rio de Janeiro é a primeira entidade latino-americana a produzir concentrados de fatores anticoagulantes sem o vírus da AIDS (Síndrome de Imunodeficiência Adquirida), já usados na Alemanha, França, EUA, Itália e Espanha. A tecnologia elimina o risco de contaminação dos hemofílicos por 11 vírus que são transmitidos em transfusões de sangue-- entre eles o da AIDS, da hepatite B e da leucemia da célula T-- e que se mantinha vivos nos concentrados de anticoagulantes, mesmo quando submetidos a altas temperaturas. A Casa do Hemofílico é capaz de produzir por mês 400 frascos de concentrado com vírus inativados quimicamente. Para a produção de cada frasco são necessárias doações de seis pessoas. Segundo o presidente da Associação de Hemofílicos do Rio de Janeiro, Walter de Zouza Júnior, "como cada hemofílico sofre, em média, três hemorragias por mês, precisando receber concentrados por cinco dias a cada crise, temos urgência de aumentar nossas doações diárias de 300 para 1,4 mil". Segundo ele, os concentrados inativados quimicamente estão sendo aplicados em hemofílicos que não apresentaram positividade para o vírus da AIDS. "Estamos dispostos também a fazer a inativação química para os hemocentros estaduais que quiserem abandonar as técnicas menos eficazes de eliminação dos vírus", informou ele (O Globo).