PARA EMPRESÁRIOS NOVA CARTA VOLTA A ESTIMULAR INVESTIMENTOS

Após uma avaliação mais detalhada da nova Constituição, o empresariado nacional refez seus cálculos e concluiu que, no cômputo global, saiu-se vitorioso e que o clima voltou a se tornar propício aos investimentos. Dos três pontos considerados prioritários pela UBE (União Brasileira dos Empresários)-- direito de greve, proteção do emprego e direito de propriedade-- só a aprovação do direito irrestrito de greve desagradou ao empresariado, segundo afirmou ontem, no Rio de Janeiro, o presidente da CNC (Confederação Nacional do Comércio) e coordenador da UBE, Antônio de Oliveira Santos. A CNI (Confederação Nacional da Indústria) chegou à mesma conclusão, a partir de um estudo feito pela assessoria da presidência da entidade. O estudo, segundo o presidente da CNI, senador Albano Franco (PMDB/SE), mostra que "a nova Constituição consagra princípios de vital interesse para o capital industrial, como a economia de mercado, o caráter restrito e complementar do Estado na atividade econômica e a indenização compensatória nas demissões de mão-de-obra ao invés da estabilidade no emprego" (FSP).