De acordo com pesquisa realizada pelo médico Carlos José Vasconcelos, diretor do Hospital Central da FUNABEM (Fundação Nacional do Bem-Estar do Menor), no Rio de Janeiro, 39 dos 2.903 internos são portadores do vírus da AIDS (Síndrome de Imunodeficiência Adquirida). O médico considera os meninos de rua como grupo de risco. "Eles mantém um relacionamento homossexual em troca de um prato de comida e de um teto que não seja uma marquise", disse o médico. O Hospital tem dois contaminados internados. Os outros 37 casos estão sendo acompanhados onde moram por cinco assistentes sociais do Hospital. Eles foram desligados da FUNABEM para evitar a propagação da contaminação entre os outros internos. Os "meninos de rua" também são considerados grupo de risco pela ABIA (Associação Brasileira Interdisciplinar de AIDS). Esta instituição está elaborando um projeto com cartilhas, audio-visuais e grupos de teatro para passar informações aos menores abandonados. O secretário-geral da ABIA, o médico Valter Almeida, está em contato com a "Child Kind Foundation", uma entidade não governamental com sede nos EUA e que cuida da AIDS pediátrica (JB).