GOVERNO PRETENDE PAGAR APENAS VARIAÇÃO ENTRE INFLAÇÃO E A URP

O governo federal decidiu ontem que, nas negociações que têm data-base em setembro, pagará apenas a diferença acumulada entre a inflação e a aplicação da URP (Unidade de Referência de Preços), de setembro do ano passado a agosto último. Assim, o governo estaria disposto a dar um reajuste de 63,27% para os funcionários públicos enquadrados em categorias como a dos petroleiros e a dos bancários, e nada além disso. Os petroleiros estão reivindicando 220% e os bancários querem 92,1%. Esses 63,27%, no entanto, poderão ser reduzidos para os servidores que conseguiram antecipações durante os últimos 12 meses, ou empréstimos como no caso dos funcionários do Banco do Brasil e da CEF (Caixa Econômica Federal). Para outros servidores, o índice poderá ser maior: por causa do congelamento da URP de abril e maio (16,19% cada), o índice de reajuste sobe para 120,42%, para os funcionários públicos que não receberam a URP congelada. A resolução do governo foi transmitida ontem pelo presidente José Sarney aos ministros da Fazenda, Maílson da Nóbrega, e do Planejamento, João Batista de Abreu (GM).