CEF ESTENDE PRAZO DA DÍVIDA DE DEPUTADO GASPARIAN

Estou fora dos bancos, vangloriava-se em maio passado o deputado Fernando Gasparian (PMDB/SP), no dia seguinte à aprovação, em primeiro turno do Congresso Constituinte, de sua emenda que estabelece o teto de 12% para a cobrança de juros pelos bancos. No entanto, ele socorreu-se do dinheiro de uma instituição pública para resolver negócios particulares. Um mês depois da votação do tabelamento dos juros, em junho último, o deputado obteve da CEF (Caixa Econômica Federal) aprovação para não pagar na data do vencimento uma dívida de 38.200 OTNs (Obrigações do Tesouro Nacional), cerca de Cz$90 milhões, pelos valores de hoje, da empresa D & F Agropecuária S/A, de café, soja e leite, da qual é sócio e diretor juntamente com sua mulher, Dalva Funaro Gasparian. A diretoria da CEF concordou, "em caráter excepcional", com a liquidação da dívida no prazo de dois anos, com seis meses de carência e juros de 12% ao ano. Ou seja: a empresa começará a ressarcir a CEF somente a partir do sétimo mês (revista Veja no.36).