As empresas multinacionais não assimilaram as restrições ao capital estrangeiro impostas pelo Congresso Constituinte e se organizam para tentar eliminá-las na revisão constitucional de 1993. Antes disso, porém, esperam que as restrições sejam amenizadas na votação das leis complementares. "Não vou admitir que perdi a batalha", afirmou, no Rio de Janeiro, o presidente da Shell do Brasil, Robert Broughton. O vice-presidente executivo da Xerox do Brasil, Gunnar Vikberg, classificou o tratamento preferencial às empresas nacionais como "o mais belo desafio" que o grupo já enfrentou no país. John Towar, presidente da British Petroleum Mineração, disse que a empresa poderá deixar o país, dependendo da regulamentação do dispositivo que nacionalizou a mineração (FSP).