O conselheiro do Movimento de Justiça e Direitos Humanos do Rio Grande do Sul (MJDH), Jair Krischke, distribuiu ontem um documento atribuído ao Conselho de Segurança Nacional (CSN) sobre a ala progressista da Igreja Católica no Brasil e seu envolvimento com movimentos e partidos políticos ligados a conflitos fundiários e sindicais. O documento, publicado na França pelo boletim "Diffusion de la Information sur la Amérique Latine (entidade que se dedica à divulgação de atividades da Igreja na América Latina) é identificado apenas com o número 008/3a.SC-86 e traz a data de 3 de junho de 1986, sem qualquer timbre da CSN. O texto afirma que 120 dos 400 membros da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) pertencem à corrente progressista e ocupam todos os postos de direção. Dos progressistas, 40 são classificados como "militantes radicais de esquerda". O documento acusa a CNBB de estar ligada a entidade leigas de apoio ao trabalho do clero progressista. Essa ala tem muita influência e age de forma eficaz, segundo o documento, dentro da linha da Conferência de Puebla, que reuniu os bispos latino-americanos em 1979 (O ESP).