O ministro da Fazenda, Maílson da Nóbrega, disse ontem, no Rio de Janeiro, que o funcionalismo público não receberá a URP (Unidade de Referência de Preços) do mês de maio antes das eleições municipais de novembro próximo. Ao ser questionado sobre os prejuízos políticos que tal decisão pode impingir ao governo, declarou: "não sei fazer avaliações no campo político". "Sei fazer contas". O ministro disse que o Tesouro não tem recursos para antecipar o pagamento da URP e que pela legislação em vigor a reposição só vai ocorrer nos dissídios salariais de cada categoria (FSP).