Com o novo acordo de reescalonamento da dívida externa brasileira, o país poderá reduzir até US$18,9 bilhões do que deve aos bancos privados até o final de 1993, através de conversão e bônus de saída. Isso proporcionará uma economia de US$5 bilhões, referentes a juros que não precisarão ser pagos, pois a dívida de longo prazo com os bancos privados seria reduzida dos atuais US$66 bilhões para US$47,1 bilhões em 31 de dezembro de 1993. Essas são os principais pontos do material audio-visual utilizado para vender o acordo de reescalonamento aos bancos credores e ao governo brasileiro. Esse material foi divulgado, ontem, em Nova Iorque (EUA), pelo CITIBANK, maior credor privado do Brasil e coordenador do Comitê Assessor dos Bancos Credores. Segundo o material, o país deve reduzir as seguintes quantias da dívida externa até 1993: US$1,8 bilhão (conversão pelo valor de face, conforme o acordo que está sendo firmado), US$7,2 bilhões (através dos leilões de conversão, numa média de US$1,2 bilhão por ano), US$6,7 bilhões (conversão direta), US$5 bilhões (em bônus de saída) e US$3,4 bilhões (pagamento de juros atrasados). A soma desses valores dá US$24,1 bilhões, dos quais devem ser subtraídos os US$5,2 bilhões do novo empréstimo. Portanto, segundo o CITIBANK, o país pode reduzir até US$18,9 bilhões de sua dívida externa (FSP).