MIGRAÇÃO ESPALHA DOENÇAS

O diretor da Divisão de Malária da SUCAM (Superintendência de Campanhas de Saúde Pública), Edinaldo Alves Ribeiro, afirmou que "o desordenado fluxo de migração para a Amazônia, especialmente para Rondônia, onde chegam por ano mais de 200 mil migrantes saídos do centro-sul e do nordeste, ameaça transformar o Brasil numa única e gigantesca área endêmica". Segundo ele, os migrantes estão levando para Rondônia a esquistossomose, "doença até há pouco inexistente na região amazônica, e trazendo para o resto do país a malária-- doença até há pouco só existente na Amazônia. Para nenhuma das duas há vacina". Edinaldo Ribeiro informou que no Município de Foz do Iguaçu (PR) teve este ano 14 casos de malária. Em todo o Estado existem 1600 pessoas com malária, bem como em São Paulo há 1900 (JB).