A correção dos salários através da URP (Unidade de Referência de Preços), a partir de setembro do ano passado, resultou em perdas para todas as categorias de trabalhadores, segundo o DIEESE (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-Econômicos). O índice, que é calculado pela média da inflação dos três meses anteriores à sua aplicação, significou um redutor sobre a massa de salários, penalizando, principalmente, as categorias que têm dissídio em agosto e em setembro. As primeiras já acumulam perdas que o DIEESE estima em 38,19%, enquanto os trabalhadores com dissídio em setembro também contabilizam uma desvalorização de 37,2% em seus rendimentos, em relação à inflação do período. Também sofreram grandes perdas os assalariados com dissídio em outubro, novembro e dezembro, os quais acumularam respectivamente entre 36,61% e 31,68% de queda real nos rendimentos. Os menos prejudicados, ainda segundo estimativas do DIEESE, são aqueles com dissídio em fevereiro, março, abril, maio, junho e julho. Mesmo assim, perderam, até 1o. de agosto, entre 19,38% e 22,62% após ter sido baixado o decreto que corrigiu os salários pela URP (JB).