O presidente José Sarney, no pronunciamento que abriu a reunião ministerial de ontem, disse que apóia a proposta orçamentária para 1989 preparada pela SEPLAN (Secretaria de Planejamento da Presidência da República). Ele pediu compreensão e apoio do seu Ministério e dos políticos para que ele possa tratar "com energia e realismo essa questão vital para o saneamento das nossas finanças e a redução da inflação". O minitro do Planejamento, João Batista de Abreu enumerou os gastos que dasaparecem no orçamento. São eles: -- as transferências voluntárias de recursos para estados e municípios, que neste ano totalizam cerca de Cz$83,5 bilhões. -- as contrapartidas federais a projetos financiados pelo BIRD (Banco Mundial) e BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), que neste ano representam pouco menos de Cz$100 bilhões. -- encargos que serão transferidos para estados e municípios, diante da nova Constituição, como projetos de habitação, saneamento básico e transportes urbanos. =-- atividades e projetos financiados por impostos que passam para a alçada dos estados e municípios. =-- a Redução dos subsídios e de novos investimentos. O ministro do Planejamento afirmou também que o déficit público deste ano deverá ficar em 3,8% do PIB (Produto Interno Bruto), abaixo da meta de 4% acertada com o FMI (Fundo Monetário Internacional). Concretizado este dado, o governo fará uma economia de Cz$164 bilhões na meta nominal acertada com o Fundo, de um déficit de Cz$3,28 trilhões (GM) (O Globo).