A CNI (Confederação Nacional da Indústria) quer um acordo anti-inflacionário "à la México". Esta alternativa vai ser defendida pelo presidente da entidade, senador Albano Franco (PMDB/SE). Em documento, a CNI analisa e critica as propostas já feitas para um acordo. O trabalho da Confederação pede uma "melhor compreensão da opção mexicana" para os debates sobre o acordo e condena a aplicação de um redutor ao câmbio e aos ativos financeiros. Diz o texto que o Pacto de Solidariedade Econômica (PSE) do México inclui: reajustes de salários de no máximo 20%; maxidesvalorização da moeda de 22%; realinhamento dos preços públicos em percentuais que variam entre 17% e 85%; controle (ou congelamento) de preços da cesta básica, com ativa política de abastecimento para evitar escassez e racionamento; liberalização do comércio exterior com redução das tarifas aduaneiras; rigor na política fiscal, ou gastos do governo limitados à arrecadação. Para a CNI, a adoção destes Ingredientes" através de um acordo entre governo, trabalhadores e empresários foi "facilitada pelas características político-institucionais do país". Por esta razão, Albano Franco defende a participação também dos partidos políticos no acordo. Para a CNI, o acordo será mais fácil após o término dos trabalhos do Congresso Constituinte (FSP).