EMPRESÁRIOS MINEIROS DIVULGAM DOCUMENTO

Empresários e o governo de Minas Gerais divulgaram ontem, em Belo Horizonte, uma lista contendo as alterações que desejam ver implementadas na proposta governamental de regulamentação do Decreto-Lei 2.433, que estabelece os instrumentos financeiros da nova política industrial brasileira. A preocupação é tornar o decreto "menos cartorial", limitando a atuação do CDI (Conselho de Desenvolvimento Industrial) e permitindo maior participação do estado nas decisões do setor, segundo disse o representante da FIEMG (Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais), Silviano Cançado Azevedo, coordenador do grupo que elaborou as propostas. Do grupo participaram representantes do governo do estado, do Centro das Indústrias das Cidades Industriais (CICI), da Federação do Comércio e da Associação Comercial de Minas. Além das restrições à atuação do CDI, o documento sugere que se implemente a nova política industrial "de forma gradual e progressiva" e que se permita, a Minas Gerais, ter uma "representação justa" na comissão consultiva do órgão, e em suas câmaras setoriais. O documento pede ainda um "tratamento diferenciado às regiões deprimidas (economicamente)", e que o ramo intermediário da indústria também possa constituir programas setoriais integrados (GM).