MIRAD TEM DOCUMENTO SOBRE MORTES NO CAMPO

Documento preparado pelo Ministério da Reforma e Desenvolvimento Agrário e intitulado "Conflitos de Terra" mostra que, durante o ano de 1985, morreram 261 pessoas em conflitos desse tipo em todo o país. Em terras públicas, ocorreram 241 conflitos resultantes em mortes e 17 em terras indígenas. Dos 261 mortos, 74,4% são trabalhadores rurais; 9,2% são pistoleiros; 5,3% são capatazes e empregados das fazendas; e 1,5% fazendeiros e grileiros. A área litigiosa, onde ocorre a maior parte dos conflitos e mortes, abrange quase 346 mil hectares de latifúndios e 86 mil de empresas, situadas, em sua quase totalidade, nos Estados do Pará, Maranhão, Bahia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Ceará. O detalhamento da distribuição geográfica das mortes mostra: região norte, 109 mortes; nordeste, 90; sudeste, 32; centro-oeste, 27; região sul, 3. O Estado que apresenta o maior número de conflitos com mortes é o Pará, com 97, seguido do Maramhão, com 43; Minas Gerais e Bahia, com 20; Goiás, com 17; e Pernambuco, com 14 (JB).