Os 900 funcionários da CFP (Companhia de Financiamento da Produção) paralisaram ontem, em Brasília, suas atividades por tempo indeterminado. Eles reivindicam o cumprimento do Artigo 5o. do Decreto-Lei 2.425, que prevê a compensação, na data-base, dos efeitos da não aplicação da URP (Unidade de Referência de Preços), congelada em abril e maio. Eles reivindicam, ainda, a antecipação da URP de agosto, fixada em 17,68%; a não dedução do adiantamento de 10% concedido em setembro de 1987; 26,06% de recomposição da base salarial; 48,8% que dizem corresponder à defasagem provocada pelo critério de indexação adotado na data-base e ganhos de produtividade com base na variação do PIB (Produto Interno Bruto) real per capita, além de imediata implantação do novo plano de cargos e salários (FSP).