O acordo antiinflacionário discutido ontem em reunião entre empresários e sindicalistas de São Paulo, na Federação dos Empregados no Comércio, tropeçou em um obstáculo: representantes dos sindicatos não concordaram com o item referente a salários da proposta apresentada pelo Fórum Informal dos Empresários. A sugestão empresarial é submeter as reposições salariais a um valor médio obtido a partir das perdas verificadas nos últimos 12 meses. Empresários e sindicalistas se reunirão novamente, em data a ser marcada, para discutir uma posição conjunta que será encaminhada ao governo. No final do encontro foi tirada uma pauta, baseada em propostas dos empresários e das plenárias dos trabalhadores, que inclui reposição das perdas salariais, criação de um mecanismo para indexar preços e salários durante o pacto e manutenção do emprego pelo prazo da vigência do acordo, que terá uma revisão após 90 dias. Do governo, empresários e trabalhadores querem redução drástica de incentivos, subsídios e das despesas globais; propõem aumentar a arrecadação tributária via combate à sonegação e suspensão de investimentos públicos de viabilidade duvidosa (GM) (O Globo).