SUCAD TEM OBRA PARADA EM BRASÍLIA HÁ 11 ANOS

O contribuinte brasileiro vem arcando, há mais de uma década, com um prejuízo de Cz$1,26 bilhão em valores corrigidos, gastos pela União na implantação da infraestrutura de dois conjuntos habitacionais, que há mais de 10 anos continuam inacabados. Os dois começaram a ser construídos em 1977, às margens da rodovia Brasília/Goiânia, mas foram embargados pela Justiça porque o terreno pertence legalmente ao governo do Distrito Federal e não à União. Onze anos depois do início das obras, somente no final do ano passado o Tribunal de Contas da União (TCU) interpelou a Superintendência de Construção e Administração Imobiliária (SUCAD), pedindo explicações sobre os prejuízos. Como resposta, a SUCAD informou que "as obras dos dois núcleos habitacionais foram paralisadas, em 1979, por uma decisão governamental que visava a contenção dos gastos públicos". E, ainda, que espera receber uma indenização do governo do Distrito Federal, que está utilizando a área. Nos dois projetos habitacionais embargados seriam construídas 17.880 residências para servidores públicos de nível médio. Quando o antigo Departamento de Administração do Serviço Público (DASP), hoje SUCAD, começou a construção, os projetos passaram a ser chamados de CIDASP e DASP/S. Entre 1977 e 1979, foram implantados na área-- um terreno de 846 hectares-- galerias de águas pluviais, obras de terraplanagem, arruamento e cascalhamento, além de poços artesianos (JB).