Mais de 1,2 mil ativistas de todo o país, reunidas ontem, em Salvador (BA), no 1o. Congresso Nacional de Entidades Emancipacionistas de Mulheres, decidiram deflagrar uma luta unitária pela participação feminina nas administrações municipais, pela construção de creches e garantia dos direitos adquiridos no primeiro turno de votação no Congresso Constituinte. Para viabilizar a luta, elas oficializam hoje a criação da União Brasileira de Mulheres. Com a criação de uma entidade nacional, as mulheres pretendem que sua luta tenha reflexos em todo o país, além de organizar a participação em questões políticas atuais. A coordenadora do Congresso e diretora da revista "Presença da Mulher", Ana Maria Rocha, afirmou que a luta contra a discriminação da mulher se estende a todo tipo de opressão, por isso, acredita, "é preciso fortalecer as organizações emancipacionistas" (JB).