Os estaleiros Mauá, Ishibrás, Verolme e Caneco, entregaram ontem ao superintendente-geral do Departamento de Transportes da PETROBRÁS, almirante Paulo de Bonoso Duarte Pinto, um documento solicitando realinhamento dos preços dos 19 navios que estão sendo construídos pela estatal do petróleo, com financiamento do FMM (Fundo da Marinha Mercante), na indústria nacional. Os preços dos navios são corrigidos pela OTN (Obrigação do Tesouro Nacional), segundo a regra aplicada nos contratos, porém, os estaleiros dizem que se estão ressentindo da falta de caixa para atender compromissos com custos de mão-de-obra que, segundo eles, têm subido mais que a inflação. Além disso, argumentam que a desvalorização do dólar em relação ao iene e ao marco alemão vem elevando seus custos muito acima da variação da OTN. A PETROBRÁS anunciou que reviu as especificações técnicas estabelecidas para a construção de três navios, que serão encomendados ao Estaleiro Caneco. Com essa medida, os preços caíram de US$52 milhões para US$41 milhões por unidade (GM).