O presidente da Caixa Econômica Federal (CEF), Marcos Freire, disse ontem, em Curitiba, que o "rombo" de Cz$100 bilhões no Sistema Financeiro da Habitação (SFH) decorre de "uma situação herdada dos governos anteriores mas que se agravou um pouco mais com o desconto de 112% no valor das mensalidades, concedido pela Nova República ao mutuários que optaram pela semestralidade no ano passado". Já o presidente interino da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Luiz Roberto Andrade Ponte, advertiu que o "rombo" no SFH poderá ser superior a Cz$200 bilhões, caso o Supremo Tribunal Federal (STF) dê parecer favorável aos mais de 600 mil mutuários que mantiveram a anualidade em seus contratos e recorreram reivindicando 112% de desconto nas mensalidades (GM).