ESTUDO DO BNDES REVELA PENETRAÇÃO DO CAPITAL ESTRANGEIRO

As empresas de capital estrangeiro estão operando em todos os segmentos do setor mineral brasileiro-- existem cerca de 60 substâncias--, dominando aqueles que necessitam de maiores plantas ou maior capacitação tecnológica nas atividades de extração, refino ou mesmo metalurgia. A constatação é do estudo "O Capital Estrangeiro Atual na Indústria Brasileira", elaborado pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). O trabalho afirma que na mineração o capital estrangeiro, a nível de investimentos, "tornou-se um investidor no setor mineral brasileiro pela garantia de acesso às matérias-primas minerais, já que o Brasil é hoje um país potencialmente detentor de grandes reservas bem como pelas vantagens tecnológicas que viabilizam oportunidades de exploração das reservas existentes". De acordo com o diagnóstico do BNDES, o investimento estrangeiro é determinado pela maior ou menor escassez do bem mineral ou da concentração relativa de suas reservas em determinada região geográfica. O principal interesse do capital estrangeiro pelo setor mineral, segundo o trabalho, decorre de um conjunto de fatores, como a falta de rigor no controle ambiental nos países do Terceiro Mundo, o baixo custo da mão-de-obra e custos menores de energia em comparação com os preços cobrados nos países desenvolvidos. O estudo do BNDES constata o interesse dos grupos estrangeiros na exploração de bens minerais como ouro e tungstênio, pelo grupo sul-africano Anglo American Corporation, e tungstênio puro, pelas empresas norte-americanas International Mining Corporation e Umetco. Há interesse ainda, segundo o trabalho, em investimentos na área de titânio pelo grupo Bayer, da Alemanha Federal, e de nióbio, pelo Cie. Financie`re de Suez (GM).