Praticamente todos os 850 trabalhadores da área de produção da Sharp Indústrias de Componentes Eletrônicos, única fábrica mantida pelo grupo Sharp em São Paulo, serão demitidos até o final do ano, quando deverá estar concluído o processo de desativação de suas linhas de produção, que serão transferidas para Manaus (AM). Mediante um acordo assinado no último dia primeiro pela empresa e pelo Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, no entanto, a Sharp pagará aos dispensados uma indenização que incluirá, além dos benefícios legais, uma multa equivalente a 40% do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) acumulado pelos trabalhadores. Pela legislação trabalhista em vigor, as empresas são obrigadas a pagar 10% do FGTS quando demitem sem justa causa. A nova Constituição, pelo texto aprovado no primeiro turno de votação, eleva o valor dessa multa a 40%. O acordo assinado prevê também o pagamento de um adicional correspondente a três salários, assistência médica e odontológica por seis meses, 13o. salário integral (não importando o mês da demissão) e desconto de metade dos 20 dias de férias coletivas concedidos pela empresa neste ano (GM).