O ministro do Trabalho, Almir Pazzianotto, disse ontem, em Brasília, que pretende transformar o patrimônio do PIS/PASEP em um fundo coletivo para financiar o programa de seguro-desemprego aprovado em primeiro turno do Congresso Constituinte. O ministro já se prepara para administrar, a partir da promulgação da nova Carta, um patrimônio que soma Cz$3,5 trilhões. Os técnicos da Secretaria de Empregos e Salários começam a estudar as mudanças a serem feitas no seguro-desemprego para ampliar seus benefícios em 1989. O ministro do Trabalho acha que o uso de 60% das contribuições das empresas privadas e do setor público ao PIS/PASEP para custeio do seguro-desemprego vai viabilizar o programa-- os 40% restantes continuarão sendo carreados para empréstimos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). Hoje, o seguro-desemprego é financiado com recursos do Tesouro Nacional e por uma parcela da contribuição sindical paga por todos os trabalhadores, o que deverá ser eliminado com a próxima Constituição (FSP).