EMPRESÁRIOS QUEREM ALTERAÇÕES NA NOVA CARTA

Dez entidades de classes empresariais mineiras divulgaram ontem, em Belo Horizonte, um documento em que relacionam 25 itens que desejam ver excluídos do texto da nova Constituição brasileira, que está sendo votada em segundo turno. Os pontos listados, afirmam os empresários, representam os "aspectos fundamentais de uma reversão que se impõe", no quadro de uma Constituição que nasce sob o signo da Inqueitação", por adotar, em várias partes, "um discurso incompatível com as expectativas nacionais". O documento, denominado "A Constituição como expressão do sentimento nacional", foi assinado pelos presidentes da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG), da Agricultura (FAEMG), e do Comércio; pelas Associações Comerciais de Minas (ACM), dos Hospitais do Estado de Minas Gerais; pelos Centros das Indústrias das Cidades Industriais (CICI) e das Indústrias do Estado de Minas Gerais (CIEMG), pelo Clube dos Diretores Lojistas de Belo Horizonte (CDL), pela União dos Varejistas de Minas Gerais e pela Organização das Cooperativas do Estado de Minas Gerais (OCEMG). Dentre os pontos listados pelas entidades empresarias mineiras destacam-se: manutenção dos contratos de risco; defendem a atuação do capital estrangeiro no setor de saúde; pedem a supressão do dispositivo sobre o mercado interno como patrimônio nacional; aviso prévio-- o item, como colocado na nova Carta, "desvirtua o aviso prévio tradicional"; greve-- em termos irrestritos, é uma violência contra os interesses da coletividade"; abastecimento alimentar-- os empresários pedem a desregulamentação desse item; telecomunicações-- os empresários pedem que se promova a sua desestatização; turnos ininterruptos de revezamento - a jornada de seis horas fere o princípio de isonomia; e conceito e privilégios da "empresa brasileira de capital nacional"-- pede-se a supressão desse item (GM).