O presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores), Jair Meneghelli, disse ontem, em São Paulo, que dois pontos poderão prejudicar qualquer proposta de entendimento entre empresários, trabalhadores e governo: a persistência do empresariado em tentar derrubar, no segundo turno de votação do Congresso Constituinte, as principais conquistas sociais contidas na nova Carta; e a eventual inclusão no acordo de qualquer sugestão que implique perdas salariais maiores do que as que já ocorrem hoje. Segundo ele, "estamos dispostos a discutir, mas precisamos ver propostas concretas primeiro". Ele informou que a entidade está preparando estudos que apresentará na próxima reunião com os dirigentes da FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) (GM).