Os cerca de 4,8 mil funcionários da Caraíba Metais, empresa cuja quase totalidade do capital votante é detida pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), estão dispostos a comprar 51% deste capital, para evitar que a empresa vá a leilão no próximo dia 24 de agosto. A proposta é também uma alternativa para a não-privatização da empresa, caso a juíza Eliana Calmon Alves da Cunha, da 2a. Vara de Justiça Federal, de Salvador (BA), não conceda liminar à ação popular impetrada, como informou Nelson Santos, membro do comitê antiprivatização. A proposta de compra das ações ordinárias da Caraíba Metais envolve a utilização do saldo do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) de todos os funcionários da empresa, estimado hoje em US$12 milhões. A quantia corresponde a 60% dos US$20 milhões exigidos pelo BNDES para vender o total de ações da empresa como pagamento à vista. Em caso de a venda total ser uma exigência da instituição, os funcionários estão ainda dispostos a pedir o financiamento dos 40% restantes ao BNDES (FSP).