GOVERNO REJEITA PROPOSTA PARA DAR ARROZ AOS POBRES

Seis ministros de Estado, reunidos ontem, em Brasília, rejeitaram a proposta de distribuir para a população carente um milhão de toneladas dos excedentes de arroz remanescentes de safras passadas, estocados no Mato Grosso e em Goiás. Eles alegaram que o governo federal não dispõe dos recursos necessários, avaliados em Cz$18,3 bilhões, numa primeira etapa, para subvencionar o produto. A proposta-- elaborada por técnicos dos Ministérios da Agricultura, Fazenda e Planejamento, além da Companhia de Financiamento da Produção e da Carteira de Comércio Exterior (CACEX) do Banco do Brasil-- previa que das 4,3 milhões de toneladas de excedentes de arroz, 1,8 milhão de toneladas permaneceria como estoque regulador e 2,5 milhões de toneladas deveriam ser desovadas. Esses excedentes são remanescentes das safras de 1984/1985 (85 mil toneladas), 1985/1986 (1,21 milhão de toneladas), 1986/1987 (1,863 milhão de toneladas) e 1987/1988 (1,262 milhão de toneladas). Os ministros que rejeitaram a proposta foram os seguintes: Paulo César Ximenes (interino da Fazenda), João Batista de Abreu (Planejamento), Ronaldo Costa Couto (Gabinete Civil), Íris Rezende (Agricultura), Borges da Silveira (Saúde) e Hugo Napoleão (Educação) (JB).