EMPRESÁRIOS NÃO CHEGAM A CONSENSO SOBRE MEDIDAS

A idéia do presidente da FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Mário Amato, de realização de um pacto social no Brasil entre empresários, trabalhadores e o governo foi rejeitada em parte ontem. Após a reunião do Fórum Informal dos Empresários, em São Paulo, na qual deveria ser acertada uma proposta comum entre os empresários, o presidente da SRB (Sociedade Rural Brasileira), Flávio Teles de Menezes, afirmou que "nos setores onde há concorrência seria utopia aplicar o redutor". O redutor seria acordado entre governo, empresários e sindicatos e aplicado à inflação futura. O presidente da SRB afirmou que "nenhuma hipótese foi descartada", mas as categorias que têm reajustes na época da aplicação do redutor poderiam não concordar com a idéia. Segundo ele, as entidades empresariais devem procurar, a partir desta semana, os respectivos sindicatos para iniciar as discussões (FSP).