Na próxima semana, os parlamentares do Congresso Constituinte que votaram, no primeiro turno, a favor da nacionalização do setor mineral, receberão um documento elaborado pelo contra-almirante Roberto Gama e Silva, especialista em questões do subsolo. No documento, o contra-almirante procura demonstrar por que a nacionalização dos bens minerais, aprovada pelo Congresso Constituinte, deveria ser mantida no segundo turno. Ele contesta os argumentos a favor da internacionalização dos bens minerais. Apesar de as empresas multinacionais explorarem livremente o subsolo
16218 brasileiro, há 42 anos, graças à liberdade assegurada pela Constituição
16218 de 1946, a balança comercial do setor mineral ainda não é
16218 superavitária. ""Mesmo transmigrando certos minérios em larga escala, a ponto de esgotar prematuramente jazidas valiosas, o Brasil ainda despende mais divisas com a importação do que arrecada com a exportação de minerais", disse o contra-almirante (GM).