RATO DE PROVETA AJUDA PESQUISA SOBRE A AIDS

Pesquisadores norte-americanos estão usando a engenharia genética para desenvolver um rato capaz de contrair a AIDS (Síndrome de Imunodeficiência Adquirida), fornecendo assim um modelo de estudos para as pesquisas melhor, e menos dispendioso, que os chipanzés. Na primeira experiência, realizada no Instituto de Alergia e Doenças Infecciosas, em Bethesda, Maryland, a equipe do perquisador John Leonard injetou o material genético do vírus "HIV" em óvulos fertilizados de ratos. Os óvulos foram implantados no útero de uma fêmea que serviu como "mãe de aluguel". Quando os ratinhos nasceram, 13 possuíam o material genético do vírus da AIDS. Todos os animais eram saudáveis, isto é, não tinham sintomas da doença, e os cientistas não conseguiram isolar o vírus em nenhum deles. Mas quando foram submetidos ao teste "Elisa", para detectar anticorpos do vírus, um deles apresentou resultado positivo. Outro teste mais sensível, o "Western Blot", descobriu que o rato tinha anticorpos para duas proteínas do vírus da AIDS. Os pesquisadores, então, fizeram-no cruzar com animais normais e obtiveram uma prole de 40 filhotes. Desses, 15 apresentaram sintomas de AIDS depois de 15 dias de vida e todos morreram prematuramente (JB).