BRASIL NÃO VAI REIVINDICAR O REESCALONAMENTO DA DÍVIDA

O Brasil não vai reivindicar aos 14 países credores reunidos no Clube de Paris o reescalonamento dos US$18 bilhões do estoque da dívida externa brasileira junto aos governos dos países desenvolvidos. A proposta básica do governo visa obter a reestruturação do principal em atraso desde janeiro de 1987-- US$1,4 bilhão até março passado-- abrindo uma folga nos desembolsos de divisas internacionais em 1988 e 1989 e a reabertura das agências oficiais de crédito para financimentos à exportação de bens de capital ao Brasil. As informações foram dadas ontem, em Brasília, pelo secretário de Assuntos Internacionais do Ministério da Fazenda, Sérgio Amaral, que levará a proposta brasileira à reunião do Clube de Paris marcada para o dia 28 para discutir a reestruturação da dívida do país (FSP).