SINDICATOS DA BAHIA SÃO CONTRA TURNO DE SEIS HORAS

A adoção do turno de trabalho ininterrupto de seis horas aumenta os acidentes de trabalho e compromete os procedimentos de segurança industrial e das operações gerais de salvamento. A constatação é do Sindicato da Indústria Petroquímicas e de Resinas Sintéticas (SINPER) e do Sindicato de Produtos Químicos para Fins Industriais, de Camaçari (BA). Os dois sindicatos analisaram levantamento da PETROBRÁS, junto às refinarias Landulfo Alves (BA), que adota o turno de oito horas, e Presidente Bernardes (SP), que trabalha com a jornada de seis horas ininterruptas. No ano passado a PETROBRÁS constatou 19 acidentes na refinaria baiana e 62 na paulista, com um total de 7.894 dias perdidos, sendo que deste total 7.236 referem-se à planta paulista. Neste mesmo estudo, distribuído esta semana aos parlamentares do Congresso Constituinte, a PETROBRÁS constata que na refinaria paulista, situada a 15 quilômetros do centro de Cubatão, registrou-se em 1987 um acidente envolvendo operários em trânsito. A grande maioria dos operários das duas refinarias mora na periferia das duas cidades. No mesmo período, a refinaria baiana, situada a 60 quilômetros do Centro de Salvador, registrou dois acidentes. Para os dois sindicatos, esses dados comprovam o maior cansaço dos trabalhadores devido à adoção do turno direto de seis horas em Cubatão (GM).