O vice-presidente do Bank of America-- segundo maior credor do Brasil, com créditos de US$3 bilhões--, Joel Korn, disse ontem, no Rio de Janeiro, que o Brasil obteve "o melhor acordo possível" para sua dívida externa, no protocolo firmado com os bancos credores. Segundo ele, a amortização de uma parcela do principal da dívida em 1991, 1992 e 1993, estabelecida no protocolo, é "apenas simbólica" uma vez que, no seu entender, o desembolso nos três anos somará apenas US$1,7 bilhão. Para o banqueiro, este pagamento corresponderá a uma demonstração do interesse do governo brasileiro em saldar sua dívida. Joel Korn afirmou que, ainda que seja para pagamento dos juros da dívida vencida e a vencer até o 1o. semestre de 1989, os US$5,2 bilhões que o Brasil vai receber dos bancos credores significam um aumento de recursos que os bancos estão emprestando ao Brasil. Segundo ele, o ideal é que esses recursos fossem para investimentos, mas, do ponto de vista dos banqueiros, esse, efetivamente, é um volume maior de recursos que fluem para o Brasil. O vice-presidente do Bank of America explicou que, para a sua instituição, a moratória brasileria está sendo um prejuízo de US$400 milhões a cada trimestre (FSP) (JB).