Trinta representantes de confederações e entidades empresariais de todo o país, reunidos ontem, em Brasília, na CNI (Confederação Nacional da Indústria), decidiram: nessas duas semanas que antecedem o início do segundo turno de votação do Congresso Constituinte, as lideranças locais do empresariado visitarão os parlamentares em todos os estados, para tentar convencê-los a retirar do texto da nova Carta os "equívocos" que acreditam terem sido aprovados na primeira rodada de votações. Cada parlamentar deverá receber uma lista de 24 tópicos que os empresários desejam ver longe do texto constitucional. Para o vice-presidente da FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Rui Altenfelder, "o primeiro turno foi marcado pelo apelo emocional, mas no segundo turno temos a certeza de que a razão predominará". Os 24 tópicos incluem o pagamento de adicional de um terço do salário nas férias, o aviso-prévio proporcional, a nacionalização do subsolo, a definição de empresa nacional, o adicional de imposto de renda para os estados, o imposto sobre grandes fortunas, a limitação das taxas de juros, os contratos de risco e a preferência da empresa nacional na aquisição de bens e serviços pelo poder público. Não entra na lista dos itens que os empresários pretendem eliminar a anistia da correção monetária aos microempresários urbanos e rurais (GM) (JB).