MULTINACIONAIS AMEAÇAM DEIXAR O PAÍS

O capital estrangeiro no Brasil, que ao longo dos anos investiu cerca de
16069 US$26 bilhões no país, está se sentido hostilizado pelo Congresso
16069 Constituinte. E algumas empresas começam a pensar em ir embora. Outros têm
16069 dificuldades em aprovar junto aos seus boards"" novos investimentos"". Este é em síntese o sentimento manifestado por quatro dirigentes de multinacional-- Robert Broughton, da Shell, Roberto Paulo César de Andrade, da Brascan, Anselmo Nakatasi, da Furukawa, e Henrique Grégori da Xerox--, reunidos ontem no Rio de Janeiro. Eles preparam uma campanha, orçada em mais de US$1 milhão, que prevê propaganda na TV, encontros com parlamentares e governadores, com o objetivo de convencer a opinião pública de que o capital estrangeiro é importante para o país e não pode ser discriminado na nova Carta. São quatro itens que as empresas multinacionais querem mudar no texto final da Constituição: o que define empresa brasileira de capital estrangeiro; o que dá preferência às empresas nacionais na aquisição de bens e serviços pelo poder público; o que nacionaliza o setor mineral e o que proíbe os contratos de risco (JB) (FSP).