Os empresários de São Paulo querem um "envolvimento maior" do governo federal no segundo turno de votação no Congresso Constituinte. A informação foi dada ontem pelo líder do PFL no Senado Federal, Marcondes Gadelha, após reunir-se com empresários na FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo). "O governo vai ter que encontrar uma saída para o impasse", disse o 1o. vice-presidente da FIESP, Carlos Eduardo Moreira Ferreira, encarregado de acompanhar os temas de interesse dos industriais no Congresso Constituinte, referindo-se às medidas tomadas no primeiro turno, que considera incompatíveis com o combate ao déficit público. Segundo o senador Marcondes Gadelha, os empresários paulistas pediram principalmente a ação do presidente José Sarney para a supressão dos seguintes itens: definição de empresa nacional, licença-paternidade, limitação em seis horas para trabalho realizado em turnos ininterruptos de revezamento, direito de greve, eliminar o tratamento diferenciado para os empregados rurais no prazo prescricional da ação trabalhista e a limitação da taxa de juros (FSP).