A produção mineral brasileira mostrou, no ano passado, predomínio do capital privado (estrangeiro e nacional) entre os grupos econômicos que participam da mineração brasileira. Segundo o economista Francisco Rêgo Fernandes, do CNPQ (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), a nova composição do capital na mineração brasileira, de acordo com estudos realizados por sua equipe no Rio de Janeiro, baseados no valor da produção mineral brasileira, é a seguinte: o capital estrangeiro controla 36% da produção, mesma proporção do capital privado nacional, enquanto a participação das empresas estatais é hoje de 28%. Em 1986, o capital estrangeiro detinha 37% da produção, seguindo por empresas privadas nacionais, com 36%, e do capital estatal, com 27% (GM).