SIDERBRÁS ADMITE PREJUÍZO NA PRIVATIZAÇÃO DA COFAVI

Para privatizar a Companhia Ferro e Aço de Vitória (COFAVI), a SIDERBRÁS, sua acionista controladora, reconheceu um prejuízo de US$40 milhões (Cz$7,7 bilhões), significando que o governo espera reaver este capital com a venda das ações da empresa. O reconhecimento do prejuízo e a transferência temporária do controle acionário da COFAVI para o BNDESPar (Banco Nacional de Desevolvimento Econômico e Social Participações), que injetou US$47 milhões (Cz$9 bilhões) no capital da empresa, foram as principais medidas adotadas pela SIDERBRÁS para viabilizar a privatização da COFAVI, programada para o dia 23 de setembro, através de leilão na BVRJ (Bolsa de Valores do Rio de Janeiro). O reconhecimento do prejuízo de US$40 milhões pela SIDERBRÁS consta de uma nota de explicação ao público divulgada ontem pelo BNDESPar. A nota diz que a absorção da perda dará "maior realismo" aos demonstrativos financeiros da empresa. O prejuízo, segundo a nota, foi causado pelo atraso no cronograma de implantação da Aciaria 2 da COFAVI-- que foi iniciada em 1979, ficou interrompida de 1981 até 1985 e só foi concluída no ano passado-- que teria aumentado os custos financeiros do projeto (FSP).