A margem líquida de lucro-- lucro líquido/receita operacional líquida--
15964 das 230 maiores empresas privadas brasileiras é, na média, muito superior
15964 à obtida pelas empresas privadas dos países desenvolvidos. ""Em 1987, a margem de lucro médio das 500 maiores empresas norte-americanas foi de 4,6%, enquanto a média das empresas brasileiras foi de cerca de 10%". Embora o desempenho da economia nacional tenha sido apenas regular, ao
15964 contrário do desempenho da economia dos EUA. A constatação é do economista e consultor do INPI (Instituto Nacional de Propriedade Industrial), órgão do MIC (Ministério da Indústria e Comércio), Domingos Rodrigues, com base em estudo feito por ele das 230 maiores empresas privadas do país por faturamento. O levantamento foi realizado a partir dos balanços das companhias e engloba empresas de todos os setores, do industrial ao de serviços. Em seu trabalho, ele constata que, ao longo da década de 80, as empresas privadas nacionais adotaram uma postura gerencial completamente diferente daquela seguida pelas empresas estatais. Como decorrência, as primeiras apresentam hoje uma situação econômico-financeira muito melhor do que as estatais, "porque conseguiram acumular capital ao longo da década". Uma das características apontadas pelo economista é que nos últimos 10 anos, houve uma tendência de diversificação setorial das empresas. As participações societárias em outras companhias das grandes empresas privadas nacionais, que, em 1975, representaram, na média 7,9% do ativo total, aumentaram, em 1981, para 24,2% do ativo total. Ainda segundo o estudo, o endividamento medido como exigível total sobre ativo total das 230 maiores empresas privadas nacionais, que, em 1976, era de 55%, caiu, em 1986, para 36,7%, ou seja, a parcela maior de seu ativo foi financiada com recursos próprios. O economista ressalta, contudo, que a diminuição do grau de endividamento está ligado à própria retração do nível nos investimentos em capital fixo por parte das empresas privadas, tendo em vista a conjuntura macro econômica da década de 80. Paralelamente, nesse período, as empresas privadas nacionais aplicaram sobras de caixa no mercado financeiro, compensando, assim através de receitas financeiras, parte substancial de suas despesas financeiras líquidas (GM).